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SCD (Specific Carbohydrates Diet)

14/10/2009
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A SCD (Specific Carbohydrates Diet) é uma dieta que combate os sintomas da Colite Ulcerosa e da Doença de Crohn.
Como saberá, estas duas doenças são parecidas e ambas crónicas (incuráveis).
A dieta não visa combater as causas (desconhecidas) destas doenças. Em vez disso, a experiencia demonstrou que se deixarmos de ingerir uma grande parte de hidratos de carbono, que são básicamente açucares de estrutura molecular complexa, os sintomas vão desaparecendo até se conseguir a remissão da doença.
O truque da dieta é permitir apenas o consumo de alimentos que sejam facil e rapidamente absorvidos numa fase muito inicial do proceso digestivo, entrando imediatamente no fluxo sanguínueo e não permitindo que cheguem a parte final do aparelho digestivo (colon) ainda como nutrientes (açucares), conseguindo-se desta forma ir “matando à fome” os exércitos de bactérias de imensas estirpes que proliferam muito activos na flora intestinal dos doentes destas 2 patologias.

Ou seja, a dieta consegue apaziguar a “guerra” nas zonas ulceradas pela doença, eliminando pela fome muitos dos agressivos soldados inimigos, conseguindo a diminuição dos sintomas (diarreia, perda de sangue, muco, urgências, cólicas etc.). (…)

Este texto foi-me enviado por um membro do fórum, o qual agradeço mais uma vez. Já há algum tempo andava tentado a experimentar, e desde dia 01 de Setembro tenho seguido a dieta fielmente. Passados alguns dias senti uma melhoria, os barulhinhos quase constantes da barriga estavam a desaparecer. Passado mais de um mês, as fezes que eram pastosas e com muitos vestígios de muco são mais firmes e bem formadas, de vez em quando ainda noto algum mas pouco muco. Aquelas dorzinhas e pontadas que sentia desapareceram.

Antes desta dieta inconscientemente já seguia algumas das indicações recomendadas, mas ainda consumia pão, batatas e cereais, e iogurte Activia, bastou-me retirar isso da dieta para haver melhorias.

Tenho começado a comer alface crua e queijo, coisa que pensei que nunca iria comer novamente. Faço bolos com farinha de amêndoa que são deliciosos (nunca pensei que tal coisa resulta-se) e faço os meus próprios iogurtes, apenas é preciso comprar uma iogurteira como esta na Worten que custa apenas 24,90 €. Para mais informações visitem o fórum O Crohnista onde têm uma dieta introdutória, uma tabela de alimentos permitidos e outras informações.

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Novo tema

26/05/2009

Espero que gostem 🙂

Os meus sintomas

25/05/2009

Tudo começou nos primeiros dias deste ano, quando uma inflamação numa gengiva me levou a consultar um dentista. Tinha que extrair um dente mas tinha que me ser tirada primeiro a inflamação, e receitou-me 3 comprimidos diferentes: Amoxixicilina + Ácido Clavulânico Mepha, Nimesulida Labesfal e Flagyl. Passado uma semana depois de ter começado a tomar os medicamentos a inflamação já tinha passado mas tinha um preço a pagar… diarreia e sentia prurido.

Resolvi deixar de tomar os medicamentos para ver se passava. A diarreia passou, só que comecei a ir muitas vezes ao WC e fazia uma quantidade pequena de fezes moles embrulhadas numa espécie de muco (ranhoca), nunca tal tinha visto nos dias da minha vida. Deixei andar uns dias, sempre com esse sintoma, na altura já ia cerca de 10/15 vezes por dia ao WC, até que juntamente com o muco apareciam estrias de sangue. Resolvi ir ao hospital e fui reencaminhado para um Dr. da Gastro.

Depois de fazer uma colonoscopia (devo dizer que isso me custou bastante… ainda por cima aqui não fazem com anestesia) com recolha de biópsias deu o seguinte resultado:

Colonoscopia:

Recto e cólon sigmóide com erosões aftóides e focos de hiperémia com mucosa à volta normal, lesões até aos 30 cm. Restantes segmentos do cólon sem lesões. Válvula ileo-cecal com aspecto granitado e ileon distal com aspecto em pedra de calçada.

Biópsias:

Fragmentos de mucosa da porção proximal do intestino com erosão focal do epitélio, intento infiltrado inflamatório misto da lâmina própria, discreta distorção da arquitectura, manutenção de população de células caliciformes e abundantes folículos linfóides e esboço de granulomas.

Tanto uma como a outra sugerem Doença de Crohn.

Desde Janeiro até agora os principais sintomas que sinto são:

– Dores moderadas passageiras e “viajantes” (mudam frequentemente de sítio), tipo pontadas.

– Barulhinhos.

– De vez em quando, (tenho andado a relacionar isto com periodos de maior stress) lá aparecem as fezes moles com o muco.

– Insónias.

– Diarreia e cólicas fortes felizmente não tenho. Pelo menos ainda.

Medicamentos/outros:

– Salofalk (1+1+1) receitado pelo médico.

– Kyo-Dophilus (1+1) (com enzimas+probióticos) (julgo que isto me ajuda pelo menos na prevenção dos gases).

– Ómega 3 com revestimento anti-gástrico (apenas uma cápsula por dia, pois se tomar as 3 cápsulas que aconselham provoca-me diarreia).

– Suplemento de Aloé Vera com vitaminas (apenas uma colher de sopa por dia, pois se tomar as 3 colheres que aconselham provoca-me diarreia).

– Mistura de chás (Camomila, Hortelã-Pimenta, Cidreira e Funcho) (Isto de certa maneira acalma-me e julgo ser bom para os gases e digestão)

– Apenas água Alcalina (Monchique é a que bebo actualmente, o PH é de cerca 9.47 mas já bebi de Evian com PH de 7.5)

Alimentação:

– Peixes grelhados/cozidos (salmão, perca, atum, sardinha, cavala, gato-riscado, abrótea e pescada)

– Carnes (fiambres, frango, bife e costoleta de porco)

– Sopas (abóbora, creme de cenoura)

– batatas cozidas, massas muito raramente e arroz

– sumos naturais de maçã

– maçã cozida ou crua

– nada de leite e derivados, julgo ser intolerante à lactose.

– Fast food, quando tem que ser lá peço um hamburguer natura sem queijo e bebo uma água, nada de pizzas 😦

Apesar de todo este cuidado tanto na alimentação como nos medicamentos a doença de vez em quando lá aparece, como é o caso destes últimos dias, julgo que está directamente ligada aos nervos de ter que ir tirar uns dentes que estão a mais…

Transplante de Medula e Células estaminais no tratamento da doença

03/04/2009

Hospital Clínic de Barcelona lançou um programa pioneiro na Europa para tratar pessoas que sofrem de doença de Crohn não responder a tratamentos convencionais, por um transplante de células estaminais do próprio paciente.

Esta é uma terapia inovadora, mas não sem riscos. Hospital Clínic de Barcelona participa de um julgamento internacional que visa demonstrar a eficácia do transplante de medula óssea caule Crohn naqueles pacientes que não responderam à terapia padrão e que não são candidatos à cirurgia.

Estão actualmente apenas sete pessoas que tenham sido atribuídas para o novo tratamento, mas poderia ser mais uma vez que outros quatro estão no processo, como se explica na imprensa rolos e médicos Julián Elena Ricart, serviço de gastroenterologia, ea Dra. Montserrat Rovira Serviço de Hematologia do hospital de espanhol. Os pacientes podem estar em qualquer lugar em Espanha. No entanto, os candidatos devem ser seleccionados por uma comissão que irá decidir se esta é a melhor opção terapêutica para eles.

São diagnosticados anualmente em Espanha 2000 novos casos de Doença de Crohn que ocorre quando o sistema imune perde a tolerância a flora intestinal do paciente e gera uma resposta inflamatória anormal e perpetuado ao longo do tempo.

O julgamento no qual o Hospital Clínic Astic é chamado e ele também envolveu outros países europeus e Canadá.De tempo tem sido a de recrutar 12 pacientes dos quais sete são espanhóis. O objectivo é avaliar essa terapêutica em 48 pessoas com doença de Crohn, assim que o centro pode acomodar catalão doente em qualquer outra região que atendem o perfil que é projectado para o estudo.

O procedimento já foi testado com sucesso nos Estados Unidos, onde tem doze pacientes operados, e em Itália, com quatro casos, que atingiu remissão completa da doença em 80 por cento dos casos, e uma melhoria considerável na qualidade de vida 20 por cento.

Médicos explicaram que o tratamento com células estaminais, o que requer cerca de oito semanas de internação, o paciente foi inicialmente tratada com quimioterapia e um incentivo para reduzir a promover e das células estaminais em linfócitos do sangue periférico.

Posteriormente, o paciente é submetido a uma aférese para remover componentes sanguíneos através de uma máquina que pretende ser o seu sangue, e células estaminais extraídas circulantes no sangue periférico, o qual, uma vez recolhidos serão congelados.

Nova terapia de células estaminais para tratar a doença de Crohn.
O Hospital Clínic de Barcelona está definido para liderar o mundo na aplicação de uma fórmula inovadora de terapia celular com células estaminais para tratar a doença de Crohn, uma doença genética crónica que afecta Espanha andaluzia 1% da população e tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes. O procedimento é baseado em um transplante autólogo de medula óssea, onde pacientes recebem as suas próprias células estaminais e, a partir de agora é uma opção de tratamento para curar uma doença intestinal que por vezes responde às drogas e sucesso requer muito complexas cirurgias que não se cura. Pães e Dr. Dr. Ricart, Gastroenterologia, trabalhando em conjunto na terapia com o Dr. Mont Serrat Rovira, Serviço de Hematologia e Dr. Enric Carreras, chefe desse serviço, o Dr. Pedro Marín, Serviço de Hemoterapia e Hemostasia, eo Dr. Miquel Lozano.

* Quando a droga não trabalham e cirurgia não é viável, o transplante de células estaminais da medula óssea do próprio paciente é uma alternativa eficaz para o tratamento desta doença crónica.
* O procedimento foi testado com sucesso em E.U. e Itália, onde ele mostrou remissão completa da doença em 80% dos casos, e uma considerável melhoria na qualidade de vida dos restantes 20%. Desde Agosto de 2008, a clínica tem vindo a aplicar esta terapia para um total de 6 pessoas.
* Em Espanha, esta doença afecta 1% da população entre 18 e 40 anos, e são diagnosticados anualmente cerca de 2.000 novos casos. Esta terapia regenerativa é uma nova abordagem para o uso de células-tronco em doenças intestinais.

A terapia celular com células estaminais está revolucionando a abordagem para o tratamento de muitas doenças graves. Substituir células de tecidos danificados por novas do mesmo paciente é agora uma realidade. É a base da terapia celular e medicina regenerativa, o mais recente avanço na biomedicina. Neste sentido, o Hospital Clínic de Barcelona está definido para liderar o mundo na aplicação de uma fórmula inovadora de terapia celular com células estaminais para tratar a doença de Crohn, uma doença genética crónica que afecta Espanha andaluzia 1% e tem um impacto significativo sobre a qualidade de vida dos doentes. O procedimento é baseado em um transplante autólogo de medula óssea – onde pacientes recebem as suas próprias células estaminais e, a partir de agora é uma opção de tratamento para curar uma doença intestinal que por vezes responde às drogas e sucesso requer muito complexas cirurgias que não se cura.

Hospital Clínic de Barcelona é um dos poucos centros no mundo a implementar esta nova opção terapêutica para pacientes com Crohn, e fá-lo com a garantia de sucesso na experientes os E.U. e Itália, onde a técnica tem sido testado com excelentes resultados: com uma mediana de seguimento de seis anos, 80% dos pacientes transplantados estão em remissão total da doença, e os restantes 20% depois de ter marcado melhoria transplante, uma vez que responder favoravelmente à droga. Dr. Julian painéis e Dr. Elena Ricart, Serviço de Gastroenterologia do Hospital Clínic de Barcelona e condutores desta terapêutica em Espanha começou a pôr em prática regenerativa terapia celular em pacientes de Crohn, em Agosto de 2008. Até agora um total de seis pacientes se beneficiam do novo tratamento, três dos quais já concluíram o processo e estamos no bom caminho, e mais três estão em várias fases de tratamento. O transplante requer várias semanas de internação até pacientes recebem as suas próprias células.

O sucesso do transplante autólogo de células-tronco na doença de Crohn não é entendida sem a colaboração dos serviços com os serviços de Gastroenterologia Hematologia um lado, e Hemoterapia e Hemostasia, em segundo lugar, porque é o mesmo procedimento que é realizado no transplante de medula óssea no tratamento de leucemia ou mieloma. Assim, uma vez detectado o evento, profissionais do Hospital Clínic de Barcelona para os diversos serviços de acompanhar cada etapa do processo de autotransplante. Neste caso, o Dr. Pães e Dr. Ricart, gastroenterologia, trabalhando conjuntamente com a Dra. Montserrat Rovira, hematologia centro de serviço catalão, e Dr. Enric Carreras, que o chefe de serviço, para fazer uma conjuntas acompanhamento de pacientes. Além disso, o Dr. Pedro Marín, serviço de Hemoterapia e Hemostasia do clínico, juntamente com o Dr. Miquel Lozano, o
encargo de cuidar dos pacientes em processo de colheita e criopreservação de células estaminais, antes do transplante definitivo.

A terapia celular como uma estratégia de combate à doença de Crohn

A doença de Crohn é incluída, juntamente com a colite ulcerosa, na chamada
doença inflamatória intestinal. É uma doença genética crónica que ocorre quando o sistema imunitário do doente perde tolerância próprios da flora intestinal, provocando uma resposta inflamatória anormal e perpetuado ao longo do tempo. As consequências são a inflamação e úlceras em várias partes do tubo digestivo, que causam sintomas. A doença desenvolve-se sob a forma de variável e imprevisível focos ao longo da vida, e gravidade dos sintomas varia com o grau de envolvimento intestinal e resposta ao tratamento atribuído. É uma doença que frequentemente atinge os jovens de 18 anos a 40, são diagnosticados em Espanha e cerca de 2.000 novos casos por ano. Muitas vezes é difícil de diagnosticar porque os seus sintomas são semelhantes aos de outras doenças do aparelho digestivo: dor abdominal, diarréia, vômitos, náuseas, febre, mal-estar, etc. A qualidade de vida dos pacientes é influenciada pelo grau de impacto da doença e, em casos graves impede uma vida normal, com um grau muito elevado de sofrimento devido à acuidade e à frequência dos sintomas intestinais.

Hospital Clínic de Barcelona é um dos poucos centros no mundo para iniciar a terapia celular por transplante autólogo de células estaminais. E.U. já foi testado em 12 pacientes com doença de Crohn, graves, dos quais 11 têm obtido resultados muito bons na Itália terapia foi aplicada a 4 pessoas, 3 deles também têm excelentes desenvolvimento após o transplante. Nos 6 clínicas e os pacientes são Crohn, no processo, e seguindo exemplos internacionais são esperados a ser mais as pessoas que escolhem a sanar uma doença em um estado até agora quase untreatable.
Em casos graves, onde há surtos recorrentes (reactivação da doença várias vezes ao longo da vida), doença de Crohn tem várias opções de tratamento. Primeiro, os médicos optam pela utilização de corticosteróides e imunossupressores e agentes biológicos para controlar o processo de inflamação e prevenir as complicações da doença, como a estenose (estreitamento do lúmen intestinal) ou fístulas (comunicações com o lúmen intestinal de outros órgãos: intestinos, bexiga, vagina, pele), no entanto, durante o curso da doença em até 70% dos pacientes que requerem cirurgia para grave falha da estratégia farmacológica para remover os segmentos afectados pela doença. Às vezes, pode ser muito mutilante cirurgia para o paciente, e que, por vezes, requer a remoção de todo o cólon ou grandes segmentos do intestino delgado que exercem um importante comprometimento da função de absorção dos alimentos a partir do intestino, com um deterioração da qualidade de vida e imagem corporal (contra-natura ano). Por esta razão, estamos a desenvolver novos tratamentos para os pacientes nos quais não há nenhuma solução até agora.

Transplante autólogo de células-tronco: Fases do processo

Uma vez detectado o evento (não há resposta aos medicamentos ou cirurgia), o paciente é submetido a transplante autólogo de células-tronco, um transplante de medula óssea onde eles induzem ao restabelecimento do sistema imunológico para evitar o ataque de bactérias intestinais . O processo leva cerca de dois meses e é composto de 6 fases:

1. Primeira Quimioterapia (ciclofosfamida + G-CSF). Nesta fase inicial o paciente é induzida por quimioterapia, leucopenia ou uma redução do número de glóbulos brancos (células do sistema imunitário) no sangue.
2. Migração de células estaminais para o sangue. Depois de imunossupressão, o corpo reage à introdução em sangue de células estaminais da medula óssea, que são posteriormente utilizados para o transplante.
3. Recolha de células estaminais por aférese. A aférese é uma técnica através da qual os componentes são separados do sangue. Ele separa as células estaminais que já migraram da medula óssea.
4. Criopreservação de células estaminais. Uma vez coletados por aférese, as células estaminais são mantidos até frio pronto para transplante.
5. Segunda Quimioterapia. Esta fase irá induzir um leucopenia total, ou seja, o sistema imunológico torna-se nula leucócitos, pronto para ser restaurada com o transplante de células estaminais.
6. Transplante autólogo de células estaminais. O paciente é transplantado com seu próprio sangue de células estaminais. O sistema imunológico é restaurado, refere-se ou diminuindo o processo inflamatório anormal na doença de Crohn.

Fonte

O tipo de dieta pode influenciar pacientes com doenças inflamatórias intestinais?

03/04/2009

Diversos estudos apontam que sim, que a dieta e hábitos alimentares, além da genética, podem influenciar no andamento e agravamento das doenças inflamatórias intestinais (DII) como a doença de Crohn e a colite ulcerativa . O tipo e a quantidade de gordura ingerida são os grandes influenciadores.

As gorduras do tipo poliinsaturadas, ou ácidos graxos poliinsaturados (AGPI), participam do processo inflamatório desencadeando efeitos imunomoduladores distintos, de acordo com o seu tipo. Estes efeitos imunomoduladores, por sua vez, podem influenciar directamente no processo inflamatório das DII.

AGPI do tipo ómega-3 produzem mediadores lipídicos chamados eicosanóides com potencial de diminuir/inibir o efeito das citocinas pró-inflamatórias. Desta maneira, tem sido proposto que a suplementação ou ingestão adequada deste tipo de AGPI pode beneficiar pessoas com doenças inflamatórias crónicas, como as DII, visto que, em nível celular, as DII se caracterizam por elevada concentração de citocina IL-1 e eicosanóides pró-inflamatórios do tipo leucotrienos B4.

Pacientes com DII, especialmente aqueles com doença de Crohn, devido à natureza crónica da doença, assim como sua inconveniência, custos e efeitos colaterais do tratamento, procuram opções alternativas no auxílio ao tratamento. O suplemento nutricional à base de óleo de peixe, rico em AGPI ómega-3, é um deles.

Estudos que examinaram o perfil de ácidos graxos mostraram menores níveis séricos de AGPI nos pacientes com DII e uma deficiência específica de AGPI ómega-3 em pacientes com doença de Crohn (2,5).

MacLean e colaboradores realizaram uma revisão sistemática sobre o uso de AGPI ómega-3 em diversos parâmetros clínicos de pacientes com DII. Os autores encontraram uma redução significativa da necessidade de terapia com corticosteróides no grupo de pacientes com uso de AGPI ómega-3. No entanto, não encontraram efeito sobre o período de remissão da doença.

Estudo clássico conduzido por Belluzzi e colaboradores, publicado no The New England Journal of Medicine, encontrou efeitos positivos significativos e entusiasmantes sobre o uso de óleo de peixe em portadores de doença de Crohn. Após uso de 2,7g de AGPI ómega-3/dia durante um ano, o índice de remissão da doença foi de 59%, enquanto que nos pacientes que receberam placebo, a remissão foi de somente 26% (p=0,003).

Resultado distinto foi encontrado em estudo publicado em abril deste ano na Revista da Associação Médica Americana (JAMA). Este estudo, chamado de EPIC (Epanova Program in Crohn’s Study), avaliou o uso da suplementação de 4g/óleo de peixe/dia ou placebo, em pacientes portadores de doença de Crohn durante 58 semanas. Nenhum efeito foi observado com o uso de AGPI ómega-3.

Vale acrescentar um dado muito interessante em relação a estes dois estudos: o tipo de cápsula utilizada no suplemento. No primeiro, cujos efeitos da suplementação com óleo de peixe foram benéficos, a cápsula era revestida de material resistente aos ácidos gástricos durante 60 minutos. Este facto permitia sua desintegração e entrega de AGPI ómega-3 directamente no intestino delgado. Já no segundo estudo, com resultados nulos, a cápsula era feita de gelatina, que é rapidamente corrompida pela acidez gástrica.

Desta maneira, ao observar este detalhe, o uso de AGPI ómega-3 em doença de Crohn parece promissor. Revisão sistemática publicada pelo Instituto Cochrane corrobora com estes achados. Esta revisão concluiu que o ómega-3 pode ser efectivo na manutenção da remissão da doença de Crohn, quando usado em cápsulas revestidas e resistentes aos ácidos gástricos.

Para finalizar, é importante acrescentar que, dentre as gorduras, somente o maior consumo de um tipo específico, o ómega-3, pode auxiliar nas DII. Uma dieta rica em gorduras totais está relacionada à maior incidência de DII.

Fonte: Website Nutritotal

Aloe Vera como possível tratamento

25/03/2009

Artigo em Inglês.

Aloe Vera For Crohn’s Disease
By Celia Spiers

The use of aloe vera for crohn’s disease is providing new hope for some people. This is a very uncomfortable problem which can affect the digestive system or the gastrointestinal tract anywhere from the mouth to the anus. There are significant variations but the most common symptoms are weight loss, diarrhea (with signs of blood), abdominal pain and vomiting.

External conditions such as arthritis, skin rashes and inflammation of the eyes commonly accompany these symptoms. The precise cause of this disease has never been pinpointed but it is classified as an inflammatory bowel disease because it occurs when the immune system attacks the gastrointestinal tract and is therefore considered to be an autoimmune disease. The use of aloe vera for crohn’s disease is a new approach that is providing a positive solution.

There are generally genetic considerations and siblings around teens to twenties have the highest incidence of contraction. This peaks again later on in the 50-70 age group. Either sex can be affected equally and currently the prevalence of this disease in Northern Europe is 27-48 per 100,000.

This disease affects 400,000 to 600,000 people in Northern Europe and it was found that smokers are 3 times more likely to develop the symptoms. No one has yet developed a drug based cure although there are remedial processes available for other inflammatory bowel disorders. Currently, the only course is to attempt to control the symptoms and keep them in remission. However, a growing number of people have found relief using aloe vera for crohn’s disease.

Ingesting aloe vera can have a stabilising effect and patients have reported an easing of the discomfort caused by the pain of gastrointestinal dysfunction. New research has extended the medicinal uses of aloe vera to traditional pharmaceutical grade prescription doses. Jean Heal, a 40 year old woman, is an interesting case study:

She was diagnosed with this disease at age 20. She had considerable difficulty leading a normal life because of it and after 20 years her doctor suggested colonic surgery as a possible solution. At this time she was suffering from exhaustion and depression and this proposed course of action caused her considerable stress. A friend had heard about the use of aloe vera for crohn’s disease.

In desperation she investigated on the Internet and found a pharmaceutical grade aloe vera which promised results. After 3 days following a prescribed dose she was no longer in pain and noticed that if she missed her daily dose there was an immediate return of the symptoms.

This meant that her life had been turned around and was completely changed for the better. She no longer felt that she had to plan her shopping trips according to the close proximity of toilets. This result holds out a lot of hope for many people suffering from this debilitating disease. Increasingly positive results are emerging from patients who have been using aloe vera for crohn’s disease.

Find out about these developments in pharmaceutical research. The use of aloe vera for Crohn’s disease can have real benefits for some people. Difficult digestive problems now have some real remedies thanks to the new purity now available. The greatly improved medicinal uses of aloe vera have extended the benefits of aloe vera to a much wider audience

A Doença de Crohn

25/03/2009

A doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal). Muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Actualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.

A doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias intestinais. A outra é a colite ulcerosa, que difere em vários detalhes. Muitos acreditam que a doença de Crohn e a Colite ulcerosa são duas manifestações extremas de um mesma patologia intestinal subjacente.

A etiologia é ainda oficialmente desconhecida. No entanto supõe-se que seja resultado de hiperactividade intestinal do sistema imunitário digestivo por acção de factores ambientais com tendência genética.

Julga-se que esse factor ambiental será provavelmente um vírus ou bactéria que desencadeia uma reacção inflamatória descontrolada e inapropriada nas paredes do intestino, que se torna depois independente do agente inicial. A doença cursa com formação de granulomas, uma forma de defesa especifica do sistema imunitário contra algumas bactérias intracelulares ou fungos. Uma teoria que tem sido suportada em alguns estudos ultimamente é a de que o agente desencadeador seja o Mycobacterium avium-complexo. Contudo é importante frisar que apesar de possivelmente desencadeada por um agente infeccioso, a doença é devida a uma desregulação das defesas do próprio indivíduo devido a factores genéticos (alguns genes do MHC) e não será causada pelo micróbio. Em individuos sem essa susceptibilidade, esse microorganismo nunca causa a doença.

Recentemente, uma equipa de médicos do Canadá e E.U.A. descreveu que mutações no gene IL23R, do cromossomo 1p31 (que codifica uma subunidade do receptor para a interleucina 23) estariam associadas a risco aumentado ou reduzido de desenvolver uma doença inflamatória intestinal. O achado suporta a hipótese de que a DII teria uma base genética para a sua etiologia e indica novas linhas de pesquisa em busca de tratamentos mais eficazes.

Estuda-se também uma possível relação entre a doença e fatores de fundo psicológico (já que o indivíduo possui o problema, mas pode manifestá-lo ou não).

Sintomas

A doença afecta qualquer porção do tracto gastrointestinal, mas é mais comum no íleo terminal e colon. Aí ocorre formação de granulomas e inflamação em sectores distintos, intercalados de forma bem delimitada por outros completamente saudáveis (ao contrário das lesões difusas na colite ulcerosa-CI).

A doença progride com alguns períodos sintomáticos interrompidos por outros sem sintomas. Pode progredir continuamente com deterioração das lesões, ou ser não progressiva, com regeneração das regiões atingidas entre as crises. Metade dos doentes apresenta lesões em ambos ileo e colon, enquanto 25% apresentam-nas limitadas ao colon.

Os sintomas mais comuns são diarreia e dor abdominal, geralmente à volta do umbigo na região mais baixa à direita (muitas vezes confundida com a apendicite), acompanhada de náuseas e vómitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de apetite e peso (podem provocar atraso de desenvolvimento e problemas de crescimento em adolescentes), mal-estar geral e cansaço. Nas fezes pode haver eliminação de sangue, muco ou pus. Outras crises que poderão aparecer, apesar de serem raras, são crises respiratórias em que a pessoa esta sempre com ataques violentos de tosse, principalmente durante a noite. A pessoa não consegue dormir deitada e com a força da tosse, por vezes vomita e fica com faltas de ar pouco prolongadas. Este episódio costuma demorar sensivelmente uma semana, dependendo dos casos.

Em alguns casos pode haver aftas, artralgias, eritema nodoso, inflamação nos olhos (conjuntivite secundária), problemas nos vasos sanguíneos (tromboses ou embolias) e deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.

As complicações são possíveis com a repetição das crises: artralgias ou artrite, em alguns casos, abcessos e fístulas (comunicações anormais que facilitam infecções), obstruções intestinais (devido à inflamação ou aderências de partes inflamadas dos intestinos e à fibrosação durante as cicatrizações), cálculos vesiculares (devido a má reabsorção intestinal dos sais biliares). São ainda comuns as fissuras e abcessos anais.

Menos frequentemente, pode ocorrer sangramento, perfuração intestinal com peritonite. O cancro do colon é raro ao contrário do que ocorre na Colite ulcerosa.

Como dito acima, estudam-se factores de activação que levam à manifestação da doença. Há indivíduos que a possuem, mas nunca a manifestam. Há indivíduos que a manifestam uma única vez na vida. Podem ocorrer diversas situações.

Crohn se caracteriza por seus diferentes períodos. Pode estar em atividade (quando surgem os sintomas); ou pode estar inativa, ou remissiva (quando os sintomas cessam).

Diagnóstico

Radiografias contrastadas do intestino delgado (trânsito intestinal) podem ajudar a apurar o diagnóstico com achados de úlceras, fístulas e obstruções intestinais. O intestino grosso costuma ser examinado por clíster baritado ou por colonoscopia.

Dois exames de sangue, ASCA e p-ANCA, podem ser usados no diagnóstico da doença, mas não são confirmatórios e são limitados devido ao seu custo elevado. Análises ao sangue permitem ainda verificar se há anemia (que pode indicar sangramento no intestino), e se há uma alta taxa de glóbulos brancos (sinal de infecções algures no corpo). A Tomografia computadorizada é também útil, assim como as biópsias.

A distinção com a colite ulcerosa e a eliminação de possíveis diagnósticos alternativos como gastrenterites bacterianas ou parasitárias são importantes na escolha de tratamentos.

Tratamento e Dieta

O tratamento depende da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores. Pretende-se reduzir a inflamação, corrigir deficiências nutricionais e aliviar os sintomas. O tratamento pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. Os fármacos mais usados são imunodepressores como aminosalicilatos, corticosteróides. A cirurgia com excisão das regiões mais afectadas melhora o prognóstico dos casos mais graves.

Não é possível predizer quando ocorrem os sintomas e regressões; um doente necessita de consultas regulares e vigilância médica.

Algumas pessoas sofrem de intolerância alimentar, muitas vezes à lactose, comida picante, chocolate, álcool, café, leguminosas e especiarias; assim, o regime alimentar deve ser individualizado. Através de Dietoterapia, pretende-se manter ou aumentar o peso através dos hidratos de carbono de absorção rápida, mas também de gorduras numa quantidade bem tolerada.

Os fármacos do grupo dos aminosalicilatos são usados com algum sucesso no seu controle, mas menos que com a colite ulcerosa.

O controle dos sintomas com a medicação adequada pode prolongar o período de inativade ou mesmo anular os períodos de atividade. Há casos em que o paciente passou a não tomar mais remédios, apenas controlando sua doença com a dieta, depois de tratado com os medicamentos correctos.

Fonte: Wikipédia